Faz um tempo que não escrevo no blog. Faz um tempo que meu silêncio tem me feito companhia. Faz um tempo também que o nada tem me parecido muito, que o pouco tem me suprido, e que a dor...ela ainda me oferece seus braços como aconchego. Faz um tempo que o mundo não é mais o mesmo. Que o céu azul não passa de efeito de luz, que o encanto é mera especulação do talvez, ou do ninguém-sabe. Sei apenas que não tenho escrito. Não aqui! Sei também que minha ausência de atos reflete minha insuficiência de fatos, o que não pretendo explicar agora. Pretendo apenas dizer, e dizendo, falar, e se eu completar meu intento, terei esclarecido o que deveras me aborrece. Caso não consiga, contente-se com as letras. Elas satisfazem bem a alma dos menos curiosos, detalhistas.
Não te oferecerei meu abraço. Darte-ei descrição do que ele significa. Assim, talvez, apreenda que sou nada menos que um outro bem semelhante a você. Que chora, ri, e finge ser diferente.
A nós...que somos um!
