sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Estou vivendo a cada dia com uma certeza: o fim vem! É o que percebo quando olho a meu redor e contemplo atrocidades sem precedentes, como por exemplo filhos matando pais e pais matando filhos. Esse matar a que me refiro não se trata do sentido literal do termo, mas creio se tratar de um tipo de aniquilação em que bloqueio sentimentos que nutri por pessoas em meu coração e passo, a partir daí, a manter indiferença ao que um dia senti por tal pessoa. Isso é assassinato. Quando extraio de mim alguém que em algum momento esteve ligado à minha vida, quer por amizade ou por outro sentimento, estou cometendo um crime. Matando um irmão.

Antes de mais nada preciso saber que meu amigo, meu vizinho, meu colega, meus parentes, todos esses são pessoas pelas quais Jesus morreu. São pessoas que Deus ama, assim como ama a mim. O amor de Deus não é parcial. "Ele amou o mundo" (ver Jo 3:16). A bíblia não diz que Jesus amou alguns, mas todos. Sem dúvida, algumas atitudes farão com que o Senhor responda de modo específico, mas em hipótese alguma Deus tem predileção. Preciso, no momento da raiva, levar em consideração que Deus não pensa como eu. Seus pensamentos são mais altos que os meus (ver Isaías 55). Só porque estou magoado com alguém, não significa que Deus também esteja. Deus ama a mim assim como ama a pessoa com quem eu esteja magoado. Por isso, façamos o seguinte: amemos as pessoas, ainda que não concordemos com o modo com que elas hajam. E se a situação ficar muito complicada, perdoemos. Viveremos melhor se perdoarmos os irmãos. O perdão pode ser doloroso no inicio, mas no fim gera paz, o que não acontece com o ódio ou mágoa que nos consomem até o fim de nossas vidas.

Perdão irmão. Sei que erei e que não sou o melhor irmão do mundo. Por favor saiba que o amo e que não poderia viver aqui na terra sem seu amor e amizade. Faz diferença tê-lo por perto.

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