segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"Gosto de você"


No encerramento de um seminário que demos em Ontário, Canadá, uma senhora deu um testemunho que demonstra a extrema necessidade que as criancinhas têm de ser amadas.
"Faz já alguns anos que eu e meu marido recebemos a guarda de crianças e já cuidamos de dez. A prática de comunicar o amor de Cristo para esses pequeninos tem sido uma experiência marcante para nós. E sempre que recordamos esses anos passados, há um garotinho que lembramos de modo todo especial: Stephen. Sua família era bem desestruturada, e quando ele nasceu foi rejeitado, pois os pais desejavam uma menina, Aliás, eles já haviam dito aos dois outros filhos, um menino e uma garota, que se o bebê que esperavam fosse homem, não iam querer saber dele. Então simplesmente o deixaram deitado no berço, coma mamadeira, e raramente o carregavam ou se comunicavam com ele. O menino permanecia ali quase o dia todo. Quando ele se desenvolveu um pouco mais, passaram a colocar, ao pé da cama, as mamadeiras com leite ou suco de frutas para que ele mesmo pegasse e se alimentasse sozinho, assim que tivesse fome. Tão logo as autoridades se inteiraram da situação, tiraram os três filhos da guarda dos pais e os colocaram em lares provisórios. resolveram separar Stephen - então com um ano e um mês - dos outros irmãos devido à rejeição de antes. Quando eu e meu marido fomos conhecer o pequeno, logo sentimos grande afeição por ele. Era bem gorducho e tinha grandes olhos castanhos, mas não mantinha contato visual. A cabeça, totalmente desproporcional a resto do corpo, era achatada na parte de trás. O menino não conseguia ficar sentado, mesmo que o segurássemos. tendo vivido mais de um ano sem relacionamento com outros, parecia imerso em um mundo próprio e não correspondia a nenhum som ou movimento que se fizesse perto dele. Nessa ocasião, ele já havia sido submetido a um eletroencefalograma e a testes para verificação de problemas tais como autismo e epilepsia. Disseram-nos que ele revelara certo retardo mental; nunca iria desenvolver-se e exigiria muito de nosso tempo.Será que ainda queríamos uma criança com tanto problema? Claro que sim! Isso não mudava nossa decisão. Desde o primeiro instante em que o víramos no berçário, resolvêramos leva-lo para casa. De fato, tudo foi muito lento. Contudo, à medida que fomos lhe dando atenção, ele foi absorvendo todo o amor que seu coraçãozinho desejava. Todos os dias detectávamos uma nova mudança nele.
A princípio, Stephen não gostava de ser carregado, e todas as vezes que eu tentava abraçá-lo opunha resistência. todavia, assim que começou a se ligar emocionalmente a nós, a perceber que iríamos cuidar dele, o menino foi pouco a pouco obtendo controle do corpo e tomando contato com o mundo que o crecava. Inicialmente só ficava deitado; depois se sentava apoiado no corpo de meu marido. Em seguida aprendeu a erguer-se e engatinhar. A essa altura, além de olhar diretamente os objetos colocados à sua frente, ele disparava pelo assoalho para pegar um caminhãozinho ou o seu ursinho predileto.
As primeiras palavras que disse foram: "Eu gosto de você", que nos ouvira repetir várias e várias vezes para ele. (Que alegria para o coração destes pais que haviam pedido a Deus um milagre! - comentário do autor)
Após vários anos de casados, eu e meu marido não conseguíamos ter filhos, e Stephen foi uma resposta de oração. Como eu queria um menino de olhos castanhos, deus, sabendo de meu desejo, concedeu-me uma criança exatamente assim. cerca de nove meses depois que Estephen viera para nossa companhia, a assistente social fez-nos uma visita e ficou surpresa com o que viu. Quase não conseguiu acreditar que aquele menino fosse o mesmo que, lá no berçário, não se comunicava com ninguém. Ele se tornara uma criança encantadora, cheia de vida, que corria para todos os lados.
"_Como conseguiram isso?" Indagou. "Como conseguiram tal progresso?"
_ Concersando com ele, respondi. Nós cantamos com ele, oramos por ele e simplesmente lhe demos amor.
Hoje Estephen está cursando o segundo grau e tira sempre as melhores notas. Toca trombone e adora computação. Quando se formar pretende ser missionário na África."






Retirado do livro "Deus: um amor de Pai", de Jack Winter, p.13 e 14, ed. Betânia

Me diga nada


Quando falo com o silêncio
Espero nada ouvir
Mas se o nada me responde
Quero logo inferir.

Quando brinco no escuro
Sei que o medo chegará
Permaneço todo mudo
Ou me ponho a gritar

Mas se digo o que não devo
Como saberei?
Sou menino que tem erro
Diga então o que farei?

Posso estar importunando
Meus neurônios tão queridos
Eu falei o que não devo
Hoje estou arrependido

Que o nada me entenda
Que o medo chegue a mim
Tô pedindo então desculpas
Por agir tão mal assim

Hudson

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Perdão eu errei


Hoje, na aula de um professor, me portei de modo impróprio. Fui defender meu ponto de vista sobre determinado assunto e acabei constrangido pela situação criada. Nada de mais aparentemente, mas eu poderia ter sido melhor. Poderia ter evitado falácias desnecessárias, ou mesmo ter ficado calado, que é uma boa opção para quem não tem algo proveitoso a dizer. Mas ao contrário disso eu falei, e excedi no fazê-lo. Aprendo com tudo isso que o silencio às vezes faz bem. E na maioria dos casos pode ferir menos que muitas palavras. Jesus disse que, se crêssemos nele como diz a escritura, do nosso interior fluiriam rios de água viva (Jo 7:38). O rio tem ímpeto para lavar, trazer nova aparência e matar a sede de muitos. O rio traz consigo vida, e é essa vida que Deus espera que possa sair de mim. Por essa razão considerei imprópria minha atitude. Oro a Deus para que você, ao ler esse texto, perceba o quanto errei e decida agir de modo diferente, assim como eu estou decidido a fazer. Saber que há um rio em mim e não aproveita-lo para abençoar meus irmãos, as pessoas que estão próximas a mim, é pecado. Jesus não poupou sua vida, antes a entregou por mim e por você. Então, o mínimo que podemos fazer é permitir que o rio flua com liberalidade de dentro de cada um de nós e alcance vidas de pessoas que são tão importantes para o Pai como somos você e eu. Que flúa o Rio de Deus em sua vida e por meio dela. Paz!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Crer em Deus é saber que o impossível de fato existe, mas que Aquele que pode tudo, também.
Crer em Deus é saber que o último dia para pagar o boleto é amanhã, mas se Deus não permitir você nem chega até lá.
Crer em Deus é ser reprovado no vestibular e saber que o mundo não acabou, afinal de contas, seu futuro não depende disso. E é ainda passar no vestibular e jamais achar que é o melhor, pois o melhor nunca teve que estudar para aprender, Ele nasceu pronto.
Crer em Deus é, acima de tudo, dormir tranquilo, dar boas gargalhadas e, se possível, dar boa noite para alguèm. Fazendo isso você estará declarando com seus atos que não só acredita em Deus, como também é filho dEle.

Hudson Rafael Campos
gerafamintos@hotmail.com

Que tempo

Vejo pela ótica da fé que precisamos voltar. Voltar à inocência, à dependência, ao momento em que por algum motivo nos desviamos, deixando de ouvir a voz de Deus. Creio que este é o meu momento, e pode ser o seu teu também. Se for o caso, seja bem vindo entre aqueles que reconhecem que precisam mais e mais do amor, misericórdia e graça de Deus. Paz...!